Do Meio pra Trás: A Promessa do Cavaleiro
Era uma noite chuvosa e as luzes de neon do Motel Estrela Brilhante piscavam, refletindo no asfalto molhado. Na calçada, uma mulher loira, com maquiagem borrada pelas lágrimas, estava sentada, abraçando os próprios joelhos. Ao seu lado, um homem vestido como um cavaleiro medieval estava parado, segurando o capacete de sua armadura e com uma expressão completamente confusa.
O policial, que fazia sua ronda noturna, desceu do carro patrulha ao notar a cena inusitada. Ele coçou a cabeça, intrigado, enquanto se aproximava.
— Moça, está tudo bem? Por que está chorando? — perguntou com um tom gentil.
A loira levantou os olhos marejados para o policial e, entre soluços, começou a explicar:
— Esse cidadão aí... — ela apontou para o homem de armadura, que parecia desconfortável. — Fez sexo anal comigo...
O policial arqueou as sobrancelhas, tentando manter a compostura diante da informação inesperada.
— Foi consensual? — ele perguntou, com cuidado.
A mulher assentiu veementemente.
— Foi sim. Não é isso que me incomoda... — ela respondeu, fungando.
O policial, agora ainda mais confuso, coçou o queixo.
— Então... Por que você está reclamando?
A loira respirou fundo, tentando organizar as palavras. Finalmente, explodiu, ainda chorosa:
— Porque ele disse que ia botar só do meio pra trás! E botou tudo!
O cavaleiro, que até então estava calado, deu um passo à frente, com um tom defensivo:
— Minha senhora, eu apenas cumpri o que prometi. Não é culpa minha se minha espada é longa! — ele disse, ajustando a bainha em sua cintura, que realmente carregava uma espada imponente.
O policial tentou se manter sério, mas uma risada escapou antes que ele pudesse se conter. Ele rapidamente pigarreou, tentando recuperar a postura profissional.
— Olha, moça, talvez vocês precisem resolver isso entre vocês... Não parece ser algo para a polícia, entende? — disse ele, tentando encerrar a conversa.
A loira, ainda indignada, se levantou, apontando o dedo para o cavaleiro.
— Da próxima vez, seja mais claro com suas promessas, seu mentiroso medieval! — E, com isso, ela saiu marchando pela calçada, deixando o cavaleiro e o policial trocando olhares embaraçados.
O cavaleiro suspirou, colocou o capacete de volta e murmurou:
— Eu só queria ser um homem de palavra...
E assim, ele montou em seu cavalo, desaparecendo na noite, enquanto o policial voltava para sua viatura, ainda tentando processar a cena mais surreal de sua carreira.